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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Cidade dos Inocentes


(Fonte: Google Imagens)

Há um lugar, ainda pouco conhecido, mas que merece ser visitado. Lugar de gente simples, carente de afeto. Nenhuma das pessoas que moram lá foi de livre e espontânea vontade, cada uma tem sua história. E cada história é mais comovente que a outra. Eu denominei este lugar de Cidade dos Inocentes, mas podem denominar de outros nomes que quiserem após ler este texto.
Neste lugar só existem pessoas que foram rejeitadas e não tiveram chance de mostrar o amor que sentem, não tiveram a chance de se defenderem, foram condenadas pelo simples fato de existirem, pelo simples fato de ter um coração pulsante...
São pessoas deformadas, sedentas de amor, de um abraço de pai, de mãe... Mas estes são os juízes que os levaram para lá. Procuram motivos para entender tamanha crueldade, mas não encontram, buscam respostas e conversam entre si, mas não chegam a nenhum consenso. O que mais queriam não tiveram: o colo da mãe, os afagos do pai...
Eu fiquei assustado com a população daquela cidade. Acredito que a maior metrópole do mundo caberia dentro dela. E durante a minha visita, que foi de apenas duas horas, chegaram vários novos habitantes, e cada um mais ultrajado e martirizado que o outro, e a primeira coisa que perguntam é: “por que meus pais me mandaram pra este lugar”?  As lágrimas desciam involuntariamente de seus olhos e me olhavam como que pedindo ajuda, e eu nada podia fazer mais, pois quando vai para aquela cidade não há mais volta.
Então resolvi escrever um pouco, por enquanto poupei alguns detalhes, mas se voltar a escrever sobre este assunto, falarei sobre as histórias que ouvi.  Por hora preciso dar um abraço apertado em meus filhos e dizer o quanto os amo e que sempre os desejei e o quanto são importantes para mim.
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