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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Sede

A areia bate feroz em minha pele
e gruda em meu suor
Não sei por onde retornar
As pegadas se apagaram
Só a sabedoria me conduzirá de volta
E eu tenho sede


Nada há de concreto neste lugar
Tudo se desfaz com o pensamento
Preciso lavar meus pés
Purificar minhas mãos
Mas o que vejo é só uma imensidão de areia
e eu tenho sede


Seguindo meus instintos acabei aqui
Cercado pelo egoísmo e pela prepotência
Nem mesmo posso alegar inocência
Depois de tudo que já vivi


Já mergulhei em águas límpidas
e quantas vezes bebi uma água pura
Acreditei que eu estava pronto
E que não teria mais sede
Ou necessidade de ir até a fonte


No deserto estou
e não sei o que é mais difícil
A saudade ou a sede voltar.

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