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sábado, 24 de agosto de 2013

Nil em um programa no dia de folga

Eu tenho uma folga por semana. Eu me dei esse dia e é sempre na segunda-feira, pois preciso descansar. É um tempo que tiro para colocar minhas coisas em ordem, para ler um livro, ver um filme, essas coisas que a gente precisa pra relaxar e sair da rotina. Na semana passada justamente neste dia recebi uma chamada. Tinha esquecido de desligar o celular de trabalho. Disse que estava de folga, mas aquela senhora insistiu tanto e além da insistência me ofereceu uma boa grana, pois era seu aniversário e não queria passar sozinha. Lá fui eu após todo o preparo. Um banho bem demorado, colônias, cremes, barba feita. Naquele dia vesti uma calça jeans e uma camiseta vermelha de manga, bem colada ao corpo; ao invés de tênis calcei um sapato preto de bico quadrado.

Apertei a campainha e fiquei aguardando. Apertei de novo e fiquei andando de um lado para o outro no corredor do prédio. Conferi o endereço. Estava correto. Quem estaria brincando comigo em pleno dia da minha folga? De repente ouvi passos vindo em direção à porta. Passos muito lentos. A maçaneta girou suavemente e surgiu à minha frente uma senhora de uns oitenta anos. Não é possível? Pensei. Nil? Perguntou olhando meus olhos. Confirmei com a cabeça já trazendo à minha mente todas as mulheres bonitas que conheço, pois eu iria precisar de muita inspiração naquele momento.

Aquela senhora trancou a porta e em seguida tirou o vestido, ficando apenas de roupa íntima. Rosa era a cor das peças. Eu estava diante de um monumento histórico. Viajei pelas ruínas da Grécia, passei pelo Coliseu, pelas muralhas da China... Lembrei-me de Drumond: E agora Nil? E agora Nil?

Ela veio toda sorridente para o meu lado e segurou em minha mão. Levou-me ao seu quarto. Uma enorme cama onde na parede acima da cabeceira havia uma foto pendurada. Certamente era o falecido e ela. Senti um calafrio, mas agora nada podia fazer, aliás, tinha que fazer, não podia ficar sem fazer nada. Jogou-me na cama (força de expressão, pois apenas encostou a mão no meu peito induzindo que eu me deitasse) e em seguida tirou a dentadura e colocou em cima do criado. Putz! Vi isso numa cena de filme e achei nojento. E agora estava eu ali sendo alvo de uma ninfomaníaca pra lá de oitenta e aqueles dentes rindo pra mim. Se tivesse dentro de um copo com água seria pior ainda. Argh! Fechei os olhos e vi a Juliana Paes, a Ana Paula Arósio, até a Roberta Close me veio na mente. Desespero mesmo hein?

No final deu tudo certo e aquela vovó ficou feliz. Eu voltei pra casa esgotado e com a certeza de que há muito tempo aquela velhinha não via um picolé na sua frente. Ufa!

Por hoje é só.

Um beijo do Nil.

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