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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Conflitos de casal: a educação dos filhos


- Leda você está pegando pesado com os meninos.
- Já vem você, o super pai. Por favor, me poupe! Eu é que sei o quanto a Amanda está atrevida. Implica o tempo todo com o irmão.
- São coisas de crianças. Vai dizer que nunca implicou com
suas irmãs? Deixa os meninos brincarem, deixa o próprio Marcos André se defender. No fim eles se entendem.
- Você não vê que desse jeito está estragando as crianças?
- Estragando?
- Isso mesmo.
- Acho que você briga demais com eles. Por pouca coisa. Você não sabe conversar, só sabe gritar. Às vezes tenho até vergonha dos vizinhos…
- Dane-se os vizinhos! Danse-se o que você pensa!
- Está gritando…
- E daí? Estou na minha casa. E grito o tanto que eu quiser.
- Pare com isso Leda! Eu só queria conversar, não brigar…
- Estou cansada Alfredo. Cansada das suas críticas, não aguento mais educar os nossos filhos sozinha! Quando é que você vai tomar uma atitude?
- Quem disse que eu não educo nossos filhos? Educar é ficar gritando o tempo todo? Eu converso com eles…
- Chega deste papo de bom pai Alfredo! Conversa… Você sabe muito bem que só conversa não resolve o problema. Às vezes eles precisam de castigo, de umas palmadas. Mas se eu faço isso você me repreende, diz que sou exagerada, que não entendo os meninos…
- Você está estressada…
- Não estou estressada merda nenhuma!
- Está gritando de novo. Acho melhor você arrumar alguém pra te ajudar nas tarefas de casa…
- Já conversamos sobre isso. Não gosto da ideia uma estranha aqui mexendo nas minhas coisas. E ninguém vai cuidar da minha casa do jeito que eu cuido.
- Então pare de reclamar!
- Eu não estou reclamando… Só estou querendo sua ajuda com os nossos filhos. Você sabia que a Amanda ficou de castigo ontem na escola?
- Ela me contou.
- Ela te contou? Não diga. E o que você fez? Nada. Como sempre. Não foi?
- Conversamos.
- Conversaram? Sei. Isso é típico seu. O psicólogo da família. Entre na mente dos seus filhos e procure entender as reações dele, não é isso?
- Olha Leda, eu não quero continuar esse papo. Para seu governo, a Amanda pediu desculpas ao colega hoje por tê-lo xingado. A professora me ligou e disse que ela foi muito espontânea e que o coleguinha a abraçou logo depois.
- Por que ela não ligou pra mim? Sou eu quem leva as crianças. Você não acha estranho ela ligar pra você? O que ela disse mais? Bem que achei aquela professora muito piriguete…
- Ah! Não. Já mudar o rumo da discussão…
- Olha pra mim! Alfredo! O que mais ela disse?
- Nada. Não disse nada e nem eu quero dizer mais nada. Estou saindo. Fui.
- Pra onde? … Pra onde? Ah! Meu Deus! Homens são tão complicados...
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